A... elas.
Inigualáveis em seu interesse.
Incomparáveis em suas armas.
Ai de mim,
Que só vi a desgraça
Devido a essas criaturas
Tão nefastas.
Não!
Em além-mar, na ilha mais distante imaginada pelo mundo, estava ele, o louco.
É hoje
Dia único
Decisivo
Importantíssimo
Mas, mais um protocolo
Documento qualquer
Para tantos
Que tem como ofício
A burocracia
Acadêmica
Mas não sou este
Tedioso ser
Sou aquele
Esperanto
Que esperou e esperou
Tempos e tempos
Para uma terça
D'aula tarde
Para preencher
Formulário longuíssimo
Que pedia tudo
Só faltava a filiação
(como um certo NENÉM
verde como a paz)
Ei de ser alguém certo
Fazer Direito
E passar
Para os montes
Que cercam
Um vale
Soteropolitano
Ela é ingrata
Sem utilidade
Onde eu vou
Ela nada me serve
Terei que perder
Uma tarde inútil
Do dia mais ocioso
Da semana
Vou fazer NENEM
Quero dizer, ENEM
Sem motivação
Alguma
Pois nem a federal
Tampouco a estadual
A prestigiada particular
E a esquecida privada
Acatam-na
Em minha escolha
Exceto sim,
A rebaixada
I
Cá estou
Desejando desdesejar
Sentir mais nada
Desapegar de tudo
Não querer
Não sentir falta
Não sentir nada
Ser uma automação
Indiferente ao mundo
E a si mesmo
Que não chora
Que não ri
Nada no pé da letra
II
I have a friend
That only writes
His poems
In a foreign language
From Britain
Ungrateful
For everything that he has
Is and could be
Shall die
In the blazes
Of a decadent Empire
Prometi
A anos atrás
Jamais me apaixonar
Novamente
Não quebrei essa promessa
Desde então
Ninguém conseguiu
Ultrapassar a força
De minha palavra
Apesar de querer fraquejar
Minha senhora
És tão bela
Tão graciosa
Parece ter gosto
Em mim
Ou talvez
Goste, sim
Do deboche
Da diversão
Em meu sofrimento
Minha senhora
Ei de não mais
A visitar
Com esperanças
Tão reais
Quanto tuas promessas
Descumpridas
Irrealizadas
Que já fui ingênuo
Em acreditar
Minha senhora
Sei de que gostas
E não é de mim
Gostas da vaidade
Despojada
Não sou assim
Gostas de pouca coisa
Dentro do crânio
Gostas de fortuna
Que jamais darei
Minha senhora
Prove-me incorreto
Para minha felicidade
Pois agora
Prefiro continuar só
Na solidão celibata
Linhas azuis
Espaços brancos
De duas
Em duas
Em branco
Sem utilização
Virgem
A sua espera
Para grafitar
Canetar
Pintar
Ou dobrar
Fazer artes
Poesia, das letras
Pintura, das plásticas
Desenhos, das técnicas
Registrar momento
E informações
Tristes, felizes
Úteis, inúteis
Só não deixe
A derrubada
De árvores
Em vão
Coma sua água
Coma sua floresta
Coma o sofrimento
Com o sangue louco
Coma a Terra
Chupe esse sorvete
Que você derreteu
Sem pensar, aos risos
E CHORE