A estrela mais brilhante e solitária de meu céu
Inexiste, como o amor e a intimidade.
É nada — o mais insignificante e esquecido já concebido.
Pois meu coração já não vê a luz mínima
Aquela incolor e sem tom algum.
Meu coração sofre em desespero imensurável,
Mergulhando-se no vácuo sentimental
Onde permanece tristonho e chorando.
Vago pelo espaço, como de praxe.
Não havendo como ser diferente
É a vida tradicional, o ciclo.
Sem apegos e amores,
Livre de pensamentos fixos
Além dos vícios adquiridos
E os poemas a serem escritos
Enquanto estudo profundamente
Na reta final, para então gritar:
"Passei, porra! Passei!"
Que assim seja, felizmente espero.
Seguindo-se de um tédio convencional
Passageiro como o sofrimento letal
Para então entregar-me as letras.
Eram dois.
Ele olhava para um mar imaginário de livros didáticos sem fim. Seus olhos deprimidos calavam-o, como sempre, apenas os tendo para observar a lentidão da descida do relógio analógico no pulso dela.
Ela planava, em nuvens negras inexistentes. Pensava em sua conturbada inexistência, no que fará na tarde seguinte e a que sucedê-la.
Eram dois.
Ser ou não ser, eis a questão.
A verdadeira questão, contudo
É o que ser, o que fazer
A vida é feita de escolhas
Com o fim da eterna felicidade
Até quando essa felicidade
Ser de natureza masoquista
Essas escolhas podem ser
Permanentes como a chuva
Ou temporárias como a existência
Celestial
São todas nossas
Genuinamente nossas
Libertas e castradas pelo poder
Sem responsabilidade externa
Pois talvez seja nosso destino
Ou nossa grande escolha
Mas no final, não importa
Elas existem.
O final definitivo da arte mais cênica
Do povo que sempre marchou no palco artístico
Não haveria como não terminar
Em festa tão profetizada e prevista
Onde e quando não era conhecimento público
Mas a existência era como o ar respirado
Natural, a ordem das coisas
Assim partiram-se em seus carros
O caminho parecia inato a mente
Um depois do outro, vieram quase todos
Parecendo-se com uma fluidez sem precedentes
Apesar do aperto físico
Não era tão grande, com cadeiras insuficientes
Mesas e gramas, tudo racionado
Acabaram-se por amontoar
Enquanto faziam suas respectivas tributações
Para o bem et
A imaginação fértil enunciada
Pronuncia-se como idéias maldosas
Sobre tudo e mais um pouco
Numa confusão ideal
Diante desses cordões embaralhados
De forma alucinótica no meio
Se há a tarefa árdua de desmaranhar
Desfazendo-se os nós e as tranças
Do diálogo todo embaralhado
Sem começo nem fim
Cujos cordões não apontam
Direção nem sentido
Até que se ache a ponta
Delimitadora do fim e do começo
Quando poderá se destruir a desordem
E poupar corda para costura
De um cordão umbilical
Gostaria finalmente de dizer-te
Tudo que se passa dentro de mim
Desde a tua chegada em minha vida
As poucas palavras foram pré-selecionadas
O discurso feito a cálculos cirúrgicos
Com o carinho simples e bondoso do sentimento
Mas caso permita-me, serei mais breve ainda
Caso tu me ceder-te e teu tempo
A demonstração da afetividade reprimida.
Imperial, real e valorosa
Nobre senhora de meu coração
Que domina todos os seus cantos com rigor
Dirijo-me minha modesta voz
Para dizer-te quanto adoro-te, pois sou teu
Vassalo, a mercê de teu perdão
Estou ajoelhado diante sua graça
Submisso a toda e qualquer severidade tua
Disposto a tudo por ti, minha senhora.
Diante de teu discurso desafetante
Aparentemente descrente
Faço derramar lágrias
De tristeza arrependida
Pelos teus dizeres mais absurdos
Com pouquíssima contundência
Contraditórios, sem tamanho
Ouvi de tudo de tu!
Tu, quem me ignorou no passado
Desconsiderou o presente e futuro
Que nem sequer consegue
Projetar um slide tímido
Nunca se projetará, pois tu ofusca
O BrOffice.org Apresentação
Fazendo sua sombria silhueta
Ser hegemônica no quadro branco
Do tempo.
Querem que acredite
No mar de rosas espinhentas
Em que o Brasil flutua
Enquanto o mundo está mergulhado
Na crise financeira mais tenebrosa
E lucrativa do século incipiente
Violento e desgraçado desde seu começo
Querem que acredite
No emprego ascendente
E na inflação deflacionária
Enquanto cargueiros eslavos
Recheados de armas e tanques
É pirateado por somalianos
Que imploram por suas ignorâncias
Querem que acredite
Na eleição municipal
E na democracia reinante
Enquanto golpes e guerras
Explodem em todo o oriente
Financiado pela fé ordeira
O capital euro-yankee da China
Querem que acredit