A mente dele
está, está
totalmente
fechada.
O sujeito ignora
o seu país,
sua pátria,
sua nação,
seu bairro,
sua casa,
sua cidade,
odeia tudo.
Pois crê
que lá
fora há mais,
há mais.
O sujeito ignora
a cultura alheia,
pois crê que a sua
é muito superior.
O sujeito ignora
os sujeitos de outras
cores que não a sua,
pois apenas a sua
merece atenção.
O sujeito ignora
as outras espécies,
pois apenas as sua
tem algum interesse.
Não sinto mais a dor
da paixão não correspondida.
Não sinto mais compaixão
pela dor alheia.
Não sinto mais a mim
mesmo, sendo eu.
Não sinto mais nada
bater dentro de meu peito.
Não sinto mais nada.
Virei máquina,
atingi a perfeição.
Desamei.
Quem sou eu,
se não sou seu?
Tive que surfar
em ondas largas
sem saber nem
como o fazer.
Acabei morto
entre os corais
de seu coração,
que é um mar,
sem amor.
Bati-me, bati-me, bati-me
até não mais sentir dor
de minha alma.
Até que o meu sangue,
negro como o óleo
(baiano que saí
do chão do Lobato)
encontrou caminho
por trás de meus olhos —
feito lágrima.
Minha alma espancada,
ouviu o meu sussurro
em seu ouvido dolorido:
saía satanás do ócio!
saía dessa alma minha!
para que com ela
possa fazer a mais linda
poesia.
Sinto a malícia
desagradável
em tuas palavras
vazias e
insignificantes.
E assim mesmo
sou traído por ti.
Ou,
na verdade por mim,
que enganou-me
a mim mesmo.
Minha criatividade,
ao ver o verão raiar,
tomou a liberdade
de tirar uma pequena
férias em além-mar.
Ei!
aquele que se acha
o puro,
aquele que tem medo
de homossexuais,
aquele que quer
virar gringo.
Queimai-los todos,
em uma pilha
de cartazes de Bush!
Pois não há
espaço para
intolerância
e racismo não,
em meu partido
de iguais;
tampouco para
quem não ama
sua pátria idolatrada.
Acordado por um telefonema
feliz e previsto,
fui perguntar onde estava
a tal da UFBa.
E lá estava,
meu nome digitado
na lista dos aprovados.
A felicidade me consumiu,
o orgulho próprio também.
Nutri o orgulho por outrem,
com felicitações mútuas,
dizendo em voz alta:
a nossa é Federal!
UFBa!
Cadê tu?
Que tanto aflige-me,
causa-me angústia
por tua espera.
Queres tanto-te
para dizer-te minha!
Por favor,
deixe de bobagem,
saía logo nessa internet.
Pois se assim não ser,
atualizarei o portal
até meu dedo doer.
Marechal Hata
comandava a defesa
da pátria do sol
nascente,
lá no oriente,
a partir de um porto
perdoado pelos
ocidentais ao leste.
Até que...
"O Clarão",
apenas disto
o japonês se lembra.
Suas tropas
tornaram-se pó,
junto com parentes,
amigos, trabalhadores,
crianças e idosos,
que torraram
sob o calor
de mil sois.
Suas casas
incendiaram como
nunca pode-se
ver.
E não pôde!
Sua cidade tornou-se