— Essa é a verdade.
A confissão do prefeito, sobre o seu envolvimento no escândalo dos sequestros, horrorizava ainda mais a indignada plateia. Desde de o início do seu mandato, diversas pessoas haviam sumido de suas casas e nunca mais foram achadas. Diziam as más línguas que haviam sido sequestradas pela Agência de Inteligência, com ajuda do prefeito — o que faria bastante sentido, pois apenas com sua eleição as pessoas começaram a desaparecer.
Ele acordou cedo como sempre. Seu compromisso com para o colégio não parecia ter fim. Acorda, já está na hora Henrique! Já estou indo. As aulas eram sim, insuportáveis para ele, mas não era como se ele tivesse alguma escolha. A questão era passar no vestibular, sua vida dependia nisso, ao menos era isso que tentavam colocar em sua mente. Passar, de primeira e na Federal. Continuaria acordando cedo, indo às aulas de matérias que não tinha o mínimo interesse e que não teria verdadeira utilidade futura.
Aquele que vê a si,
Intocável em seu
Casulo indestrutível
É cego e surdo.
Sua voz é inaudível,
Suas convicções são
Inabaláveis e
Inexpressáveis.
O tempo passa em sua mente
Como o fluxo fluvial,
Enquanto fica petrificado
No seu tempo interno
Inflexível.
E quando se dá conta,
Perde a vida.
Aquele não vê mais a si.
Nem é mais visto.
O Marido
Proprietário de empresa
Aos 26 anos de idade.
Sendo três de carreira
Que subia diante de sua
Graça e talento
Como um Tomahawk.
Ao ver, no Piauí, aquela
Loira, linda, pensou:
“Ah, essa será minha
Esposa, minha mulher!”
Casou-se meses depois,
E filha nela fez também,
Deu-lhe o nome do saber.
Mas logo que surgiu
Uma morena engenheira
Em sua empresa, não exitou,
A agarrou!
A Amante
Sucedida, engenheira de carreira
Consolida e ascendente
Com futuro brilhante, aurífera.
Não se casara, homem algum a teria
Para chamar-se de esposa, propriedade.
Ela era dela, somente del
Oh, é o seguinte: vou mudar de serviço de hospedagem, plano ou servidor. Portanto, não estranhem caso coisas bizarras aconteçam por cá!
O braço levantado com o dedo estendido para o infinito em um ângulo de 90º. Essa é a indicação para pedir que o ônibus pare naquele ponto, e não eu estava podendo a usar pela ausência de um buzu que passasse no Salvador Shopping! Faziam-se 20 minutos, meu corpo estava torrando no sol soteropolitano do meio dia até que finalmente o Barroquinha chegou ao ponto. Quase que não parava, tinham uns três ônibus em sua frente que, possivelmente, obstruiriam a visão do motorista.
O trânsito
De gente,
De veículos
É serviçal.
As luzes
Que mudam toda hora
São supremas...
Verde, Amarelo, Vermelho!
Pare!
O semáforo ordena.
E ele, inocente!
Nem sabe o ódio
Que tantos acumulam
Sobre si.
Até lhe darem olhos
E uma câmera
Fotográfica,
Para dedurar
Infratores.
Quando o vi,
Estremeci-me!
Meu nome, sim,
Sou eu!
Passei, porra! mas
Ainda tem
A segunda fase.