Digo "sim" quando é para o dizer,
com meu braço a moda militar.
Digo "não" quando me convier,
caso haja autorização concedida.
Digo "talvez" quando a etiqueta
tão decentemente respeitada
(que honra os bons costumes
centenários que nossa nação
herdara dos tempos gloriosos
em que homens e mulheres
eram estuprados na mão de
homens de sotaque engraçado
com chicote na mão e cuspe
no chão molhado de sangue)
diz que não posso abrir a boca
sem sofrer as coações ditadas.
Minhas palavras são medidas
e todas elas seguem a cegas as
normas de etiqueta verbalizada
da Nação.