O Brasil tremeu durante aqueles poucos segundos pelas 19:00 horas, horário de Brasília. Era um momento de luto, um momento de tremenda morbidade enquanto a Abertura de “O Guaraní” tocava pela rádio. Todos sabiam que não era coisa, não poderia ser jamais coisa boa quando a nação inteira ouvia a mesma melodia na rádio: era a Hora do Brasil.
A nação não queria uma hora para si, ela queria que todas as horas fossem suas.
E quando finalmente um outro grande ditador ditou que não haveria mais hora para o Brasil, haveria uma única voz para ele, deu-se um novo nome: Voz do Brasil.
Mas a nação não queria uma voz para si, ela queria que todas as vozes dos brasileiros fossem dela, só dela e para ela.
O brasileiro, porém, nunca rendeu-se a sua pátria. Utilizando de seu poder temporal encorporado nos dedos de suas mãos e no sistema judiciário, deu um jeito para abafar a voz nacional e por preferência levá-la ao ostracismo...
E junto com a voz, levou-se a hora e o índio, inocente que foi escolhido para abrir a programação, para os confins do esquecimento radialista.
Comentários
ó! muito bom hein!? ;D
ó! muito bom hein!? ;D