— João...
— Oi Lúcia, o que há? Cê nunca mais ligou para mim...
— Nossa mãe João.
— O que tem a mãe?
— Ela foi assassinada.
Outro soldado em uma situação igual deveria ter sido notificado pelo superior sobre a morte de sua querida genitora, mas João, João não foi igual.
— Como?
— A tiros, João... estou no local... venha cá, agora.
— Não fui notificado.
— João, não faria uma brincadeira de tamanho mal gosto João...
Se ela pelo menos não já tivesse uma reputação de brincadeiras macabras no passado, ele a levaria a sério, mas não, ela era uma grande brincalhona.
— Ouça bem Luiza: eu não vou sair de meu posto sem autorização.
Então ele desligou o celular, sem pensar nas consequências. Sem refletir sobre a vericidade do assassinato de sua mãe e se isso não era um sinal divino ou demoníaco. Continuou a marchar.
A marchar,
e marchar.
— Soldado João.
— Senhor!
— O senhor está dispensado, a sua mãe faleceu.
— Senhor, certo senhor!
— Aqui está a autorização para deixar seu posto.
Quando João abriu a carta viu que não era uma autorização para uma dispensa temporária e sim eterna.
O Soldado João deve ser terminantemente executado depois de ler este ofício.
A parede sujou-se de sangue, e seu corpo foi varrido.
Comentários
hããã... por quê ele foi
hããã... por quê ele foi executado? *burra*
poooooorra! baala! tensão!
poooooorra! baala! tensão! ("tenso" no aumentativo).
Cruel.
Cruel.