Morte em Série

O soldado estava andando a passos calmos, pelo corredor do quartel. O dia era como qualquer outro, calmo, com raros exercícios militares. O céu estava límpido e azul, deixando o clima ainda mais tórrido do que o normal daquela região tropical. Os pássaros também cantavam. Parecia um conto-de-fadas porém com um militar esverdeado e portando um fuzil... até que... o celular tocou.

— João...

— Oi Lúcia, o que há? Cê nunca mais ligou para mim...

— Nossa mãe João.

— O que tem a mãe?

— Ela foi assassinada.

Outro soldado em uma situação igual deveria ter sido notificado pelo superior sobre a morte de sua querida genitora, mas João, João não foi igual.

— Como?

— A tiros, João... estou no local... venha cá, agora.

— Não fui notificado.

— João, não faria uma brincadeira de tamanho mal gosto João...

Se ela pelo menos não já tivesse uma reputação de brincadeiras macabras no passado, ele a levaria a sério, mas não, ela era uma grande brincalhona.

— Ouça bem Luiza: eu não vou sair de meu posto sem autorização.

Então ele desligou o celular, sem pensar nas consequências. Sem refletir sobre a vericidade do assassinato de sua mãe e se isso não era um sinal divino ou demoníaco. Continuou a marchar.

A marchar,
e marchar.

— Soldado João.

— Senhor!

— O senhor está dispensado, a sua mãe faleceu.

— Senhor, certo senhor!

— Aqui está a autorização para deixar seu posto.

Quando João abriu a carta viu que não era uma autorização para uma dispensa temporária e sim eterna.

O Soldado João deve ser terminantemente executado depois de ler este ofício.

A parede sujou-se de sangue, e seu corpo foi varrido.

Comentários

hããã... por quê ele foi

hããã... por quê ele foi executado? *burra*

poooooorra! baala! tensão!

poooooorra! baala! tensão! ("tenso" no aumentativo).

Cruel.

Cruel.