Bati-me, bati-me, bati-me
até não mais sentir dor
de minha alma.
Até que o meu sangue,
negro como o óleo
(baiano que saí
do chão do Lobato)
encontrou caminho
por trás de meus olhos —
feito lágrima.
Minha alma espancada,
ouviu o meu sussurro
em seu ouvido dolorido:
saía satanás do ócio!
saía dessa alma minha!
para que com ela
possa fazer a mais linda
poesia.