Ah, o amor...

Em Solteirópolis, missionários
Do amor pregavam suas palavras,
Sem restrição e noção da realidade
De sacanagem e escrotidão.
O amor cura nada, nada cura.
Já levou a construção de monumento
Que matou tantos outros que
Com ele nada tinham a ver.

Diz a missão que é um tipo anormal:
O amor doentio que deve ser
Combatido em todas as frentes
Como em Guerra Mundial.

Mas é a natureza fundamental
Do amor entre essa gente.
Um amor incondicional e cego.
A corrente de cativo.

Amor é escravidão, natural.
Em que algum baixa a cabeça
E outro levanta o chicote,
Para beneficiar-se.

E a missão continua, alheia
A verdade inquestionável, ilhada
Em sua insula romântica, perfeita,
Cor de rosa, como o seus óculos.

Comentários

Enquanto minha criatividade

Enquanto minha criatividade está estagnada, aproveitem essa "velharia" do início do mês passado, que não havia publicado na época.

Ah, o amor...

Ah, o amor...

Pobres Crentes!

Pobres Crentes!