Em Solteirópolis, missionários
Do amor pregavam suas palavras,
Sem restrição e noção da realidade
De sacanagem e escrotidão.
O amor cura nada, nada cura.
Já levou a construção de monumento
Que matou tantos outros que
Com ele nada tinham a ver.
Diz a missão que é um tipo anormal:
O amor doentio que deve ser
Combatido em todas as frentes
Como em Guerra Mundial.
Mas é a natureza fundamental
Do amor entre essa gente.
Um amor incondicional e cego.
A corrente de cativo.
Amor é escravidão, natural.
Em que algum baixa a cabeça
E outro levanta o chicote,
Para beneficiar-se.
E a missão continua, alheia
A verdade inquestionável, ilhada
Em sua insula romântica, perfeita,
Cor de rosa, como o seus óculos.
Comentários
Enquanto minha criatividade
Enquanto minha criatividade está estagnada, aproveitem essa "velharia" do início do mês passado, que não havia publicado na época.
Ah, o amor...
Ah, o amor...
Pobres Crentes!
Pobres Crentes!