Festa do Último Concerto

O final definitivo da arte mais cênica
Do povo que sempre marchou no palco artístico
Não haveria como não terminar
Em festa tão profetizada e prevista

Onde e quando não era conhecimento público
Mas a existência era como o ar respirado
Natural, a ordem das coisas
Assim partiram-se em seus carros

O caminho parecia inato a mente
Um depois do outro, vieram quase todos
Parecendo-se com uma fluidez sem precedentes
Apesar do aperto físico

Não era tão grande, com cadeiras insuficientes
Mesas e gramas, tudo racionado
Acabaram-se por amontoar
Enquanto faziam suas respectivas tributações
Para o bem etílico comum e próprio

Mas quem chegava com suas próprias
Logo fugia do público sedento
Para consumir em tranqüilidade secreta
Satisfazendo-se e aos mais ousados e ligados

A verdade reluzia enquanto o povo caía
Em seus pés molhados de destilação
No meio do gramado esfumaçado
Onde tropeçavam-se sem ver

Os famintos não tardaram
Em chamar a italiana culinária
Mas guardaram no segredo do local oculto
A preço de uísque inverdadeiro

O estado de embriaguez ficou hegemônico
Dominando as mais dóceis mentes
Cortando-lhes a memória dura
Apesar do testemunho sóbrio

Dos debaixo e de cima, que vieram sem rumo
Por um chamado ilícito, legal e tardio
Mas que manterão-se calados em nome
Do grupo prestigiado frente a sociedade hipócrita

Comentários

hauhauhauhauhauhauhauhau!

hauhauhauhauhauhauhauhau! caraaalho. vc não poderia descrever melhor! eu nem fui mas imagino. ;D