— Sei que tudo que tu diz é mentira, tudo! Sempre soube, mas nunca atentei para o fato mais nefasto que havia em minha frente!
— Mas...
— Não haverá mais mas, sei que tudo que dirá não passará de desculpas para consolidar a grande mentira que tu és.
— Deixe eu falar, pelo menos!
— Não escutarei-te!
— Pois, que assim seja. Viva na mentira que criaste, achando que quem mente sou eu!
— Mentiras, mentiras, as únicas coisas que saem de tua boca são mentiras atrás de mentiras. Ilusões medidas na sua mesa de projetos inverdadeiros. Faça-te um singelo favor, não passe mais em minha frente.
— Quem deveria dizer isto sou eu, a ti, que só faz me ultrajar. Como tu pensas essas coisas, como?
— Como? Não é minha imaginação não, e sim a realidade! E se crê que me enganou algum dia, digo que percebo desde o começo que não passas de mentiras...
— E tu achas que daria o trabalho de fingir tudo isso?
— Sim, acho sim! Creio que seja prazeroso para ti ver-me nessa situação, canalha.
— Não diga mais, não diga mais, que agora quem está mentido é você. É você!
Nenhum sabia a verdade, ou se ela realmente existisse, pois a confiança desmoronou como uma pilha de cartas durante um terremoto. Cada um então seguiu o seu rumo para o rancor mútuo.
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Gostei do texto.
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