Quanta gente
Quantas caras...
Meus colegas
Amigos
Enfileirados
De lado a lado
Alguns em sono profundo
Outro atentos
À sua imaginação
Ou à luz
Que tenta iluminar
Seus crânios assombrados
Seus rostos, contudo
São plastificados
Por máscaras
Opacas
Que deformam
O interior duvidoso
Tão diversas
Múltiplas
Que nem eles
Seriam capazes
De saber o que há
Debaixo delas
Poderia ser
O demônio
Judaico
Cristão
Ou o anjo
Socialista utópico
Ou simples-
Mente
Qualquer coisa
Imaginavelmente possível
Ou não
Então não se espera
Ser igual
As suas essências
Perdidas
Debaixo das camadas
Que encobrem suas almas
Tênues, senão inexistentes
Se é que um dia
Existiu algo naquele vazio
Essencialmente
Escondido por nós
O sistema