Em além-mar, na ilha mais distante imaginada pelo mundo, estava ele, o louco. Louco com juízo, mas louco.
Sim, era louco, totalmente pirado.
Comia, bebia, dormia, em perfeita ordem aristocrática, mas era louco.
Um total lunático.
Lia clássicos, e modernos, em sua escrivaninha pálida e plástica, mas era louco.
Gostava de fotografia, e falar sobre filosofia, mas era louco.
Sim, louco.
Louco por discordar, por bater de frente.
Louco por não aceitar, não acreditar.
Louco sim.
Antes louco do que conformado.
Antes longe, condenado, do que preso em terra sem liberdade de ser, senão louco.
Ilhado.
Antes na ilha, sim, ilha! Do que no mar, da desimaginação que inundou o mundo... loucamente.
Comentários
um "Papillon" como muitos
um "Papillon" como muitos outros, perdidos nos "paraísos" latinos.