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Garota Cor de Bronze

19/11/2008

Linda garota cor de bronze
Dos cabelos ondulados negros

Como queria dizer-te o quanto quero-te
Possuir-te e a todo o bem
Para o resto da eternidade

Ter-te em todo momento
Para acariciar-te
Enquanto beijo-te

Mas não
Sei que não há de haver

Pois és livre
Sempre foras e serás
Para sustentar o sorriso que ostenta

No meio dessa multidão
Multicolorida e mestiça, mas pálida
Que é nosso meio.

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O Fim da Marcha

15/11/2008

Minha marcha
Está chegando ao fim

Será na costa
Mais azulada do salvador

E lá hei de
Determinar meu parcial sucesso

Ou não.

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As Domésticas Terroristas Revolucionárias.

13/11/2008

— Gabriela! Gabriela!

A vizinha batia na porta da casa de Gabriela desesperadamente.

— Gabriela!

Quando Gabriela abriu a porta deparou-se com a cara de pavor extremo que assumia sua vizinha.

— O que foi Suzi?

— Gabriela, nós temos que sumir. Temos que sumir, e agora!

Suzane continha-se para não urinar-se de tanto medo, um medo bem justificável.

— Está louca mulher? O que aconteceu? Desembucha!

— Olhe aqui, somos nós, “terroristas”.

O cartaz de procurado era do governo, que oferecia uma boa quantia pela cabeça de cada uma delas por um atentado contra a democracia. Não restavam-lhes alternativa, senão a fuga.

— Estão loucos!

Gabriela empacotou suas coisas e fugiu com Suzane, montou sua guerrilha e fez a revolução.

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A Demissão do Doutor.

10/11/2008

— Senhor?

O faxineiro estressava-se: tinha que limpar o chão mais uma vez, pois aquele sujeito tinha sido o décimo a pisar no recém lustrado piso de mármore.

— Senhor?

— O que é?

O sujeito era sisudo: usava palito e gravata. Achava-se todo poderoso, no direito de pisar onde quisesse. O fato de seu sapato denunciar o seu desleixo vergonhoso, ao estar mergulhado numa fétida bosta canina, não o coagia. O seu doutorado em além-mar era a justificativa para sua auto-estima e falta de educação imensurável, que protegia o seu nariz do fedor que emanava de seus pés.

— O senhor está sujando o chão que acabei de lustrar. Veja só!

O faxineiro então apontou para o rastro de merda que o sujeito traçara. A umidade denunciava a idade recente do cocô, que tornava qualquer defesa de inocência por parte do sujeito insustentável.

— É, é? Pois, que eu saiba te cabe o dever de limpar e lustrar os chãos daqui, não? Não é para isso que és pago?!

Pronunciara todas essas palavras com um tom de deboche escroto, que nem os mais calmos monges budistas tolerariam.

— Estás esperando o que? Que poupe-te de teu trabalho, é?

— Rapaz, primeiramente, sou pago sim para limpar esses chãos. Mas não sou pago para limpar as merdas alheias, como seria esse caso… isso não consta no meu contrato. Estás demitido, sabes disso né?

A raiva e a confusão se misturavam desordenadamente na mente do sujeito. Não fazia-lhe sentido ser demitido por um mero faxineiro, que apenas deveria ter curvado diante de seu diploma estrangeiro.

— Do que está falando? Demitido? Quem te deu o direito de me demitir, faxineiro?

— Leia o teu contrato, “doutô”.

O sujeito então gelou-se. Nunca mais veria esse faxineiro insolente, com certeza, pois logo em seguida foi demitido, conforme ditava o contrato. Uma demissão por causa bem justa.

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Dona Iasmim, a tevê, o golpe e a sociedade nacional.

9/11/2008

Aos despercebidos: os últimos textos (Panfleto Ecologista Número 67, Pronunciamento Presidencial, O Professor Subversivo) têm certa ligação: são parte de uma série que estou escrevendo aos poucos. Também nesse texto estou usando um horário decimal.

Dona Iasmim estava observando o seu relógio, enquanto esperava o tempo passar: já eram 8,4, horário do jornal. Prontamente, saiu a procura eufórica de seu controle remoto, que estava logo acima da televisão. Quando o pegou, estava exausta e tonta por causa de sua ansiedade de se “informar” sobre os acontecimentos nacionais e mundiais. Caiu na sua poltrona mofada e desleixadamente ligou a tevê usando apenas um dedo. A tevê estava sintonizada em uma canal de entrevistas.

— É disso que estou falando, exatamente disso.

O entrevistado estava obviamente nervoso, remexendo-se na poltrona. Ajustou sua gravata e encarou a apresentadora com um ar desafiador.

— Bem, então tu crês que o novo governo será igual, ou até mesmo pior,  que o anterior, estou correta?

Ela entonava sua voz querendo ridicularizar o entrevistado, procurando fazer com que a idéia dele soasse como um grande absurdo para o telespectador. Ele não era tolo ao ponto de não perceber essa atitude calculada dela, mas sabia que pouco podia fazer para vencer a batalha política sutil.

— Exatamente. Simplesmente não há como um movimento golpista ser melhor do que um democraticamente eleito. Veja bem…

Iasmim odiava esse programa. A apresentadora lembrava-a da falecida filha, que falava em tons tão arrogante quanto. Previsivelmente mudou para o canal da Rede Outorga, a que ela julgava ser melhor. Para sorte dela, ela apenas perdeu a sinopse, o início do programa.

— Boa Noite.

O âncora não conseguia esconder seu abalo e nervosismo. Sua fala era trêmula.

— Hoje a pátria foi assustada, pela volta das 7,5, com sons de tiros e tanques pelas ruas de suas principais cidades. Ainda não há informações oficiais, porém, já é evidente que as Forças Armadas tomaram todos os prédios governamentais. Nossa repórter, Júlia Nogueira, está nas dependências do Palácio Presidencial a espera de maiores informações. Boa noite Júlia.

Júlia Nogueira era a repórter oficial para eventos perigosos e polêmicos — o primeiro degrau na carreira jornalística dentro da Outorga.

— Boa Noite Felipe. Aqui, da frente do Palácio Presidencial, não pode-se ver nada. Porém, desde o final da tarde não pode-se observar um movimento sequer. Os soldados também negaram-se a dar qualquer informação. Porém, a qualquer momento pode-se haver a confirmação se isso trata-se de um golpe ou coisa parecida. Júlia Nogueira do Palácio Presidencial.

— Malditos militares.

Iasmim odiava os militares desde a morte de seu marido. Supostamente ele foi morto por alguns tenentes que discordavam das atividades — ecológicas — dele. O processo público que se moveu contra esses militares foi logo arquivo por falta de provas, a custas da honra da família e da sanidade de Iasmim. O rosto dela se avermelhava enquanto a bandeira nacional ardia em sua mente fértil de idéias absurdas. Sua mente agora confundia o presente com o passado: será que os militares ainda estão atrás do seu marido, que na verdade não morreu, que nem o personagem da última novela da Outorga? Talvez, talvez, e se for…

— Filho da puta desgraçado, me abandonou assim para aquele partido de merreca.

A cara de Iasmim se avermelhava de raiva mais uma vez, enquanto ela imaginava o seu supostamente falecido marido fumando um charuto nos corredores do esplêndido Palácio Presidencial. O seu maior temor, contudo, era de ter sido trocada por alguma secretária particular do presidente.

— Temos maiores informações sobre o movimento de tropas de hoje. Segundo o porta-voz da Casa Militar, as Forças Armadas tomaram a iniciativa de intervir nos poderes Legislativo e Executivo, por entender que a constituição estava sendo violada em sua integridade. O mesmo porta-voz também esclarece que os militares não têm intenção de permanecer no poder, relegando-o aos civis o mais rápido possível. Veja o comunicado em sua íntegra na Outorga.

O apresentador agora apresentava maior serenidade — o anúncio o acalmara.

— Senhores e senhoras da nação. A Casa Militar hoje tomou a iniciativa, que consta na constituição, de intervir nos poderes Legislativo e Executivo, por entender que estes estão violando a constituição em sua integridade. Boatos de que há interesse da Casa Militar em perpetuar-se no poder, na forma de uma “Ditadura” Militar, não passam de boatos infundados. Logo que os criminosos constitucionais forem identificados, presos e julgados, o poder será devolvido a sociedade civil e a supremacia constitucional restaurada. Tenham uma boa noite.

Iasmim agora estava eufórica. A justiça estava sendo feita e ela estava vivendo esse momento que seria relembrado por gerações. Uma Revolução. Quem sabe ela poderia saber o verdadeiro fado de seu marido? Ela sorria largamente com esses pensamentos, exceto quando se lembrava que o homem do comunicado estava fardado.

— Malditos, malditos… estão mentido!

Estariam mesmo? Talvez nem tanto. Talvez ela estivesse sendo severa demais com os militares, talvez eles realmente estivessem bem intencionados. Mas apenas o tempo saberia dizer, pois nem os militares sequer sabiam quais eram as suas reais intenções. A confusão que estava instalada na mente de Iasmim não restringia a sua cabeça branca, inundava toda sua nação — perplexa por um golpe inesperado. O que todos realmente queriam saber era quem seria indicado para a presidência e onde estava o titular.

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Panfleto Ecologista Número 67

8/11/2008

O Partido Ecologista finalmente assumiu a parte que realmente o cabe no país: a de o coordenar, em nome do povo, da pátria e do meio-ambiente. Através da bem-sucedida aliança feita entre o partido e as digníssimas Forças Armadas, pode-se libertar a nação das garras das reacionárias forças que desgovernavam enquanto destruíam o país. A derrota de tais forças deverá ser relembrada e celebrada pela sociedade como a Revolução Ecologista.

Nossas florestas, nossos campos e pântanos jamais precisarão temer o falso progresso pregado pelas forças reacionárias, que incendiaram duas décadas de nossa história. Tais forças apenas tinham seus olhos, mãos, ouvidos e mentes voltados para seus interesses capitalistas selvagens, sem dar a mínima atenção para a questão sócio-ambiental que tanto aflige nossa pátria amada e idolatrada. Só através do Partido Ecologista, único real defensor dos interesses do povo e do planeta, o nosso país poderá alcançar o seu destino tão grandioso.

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Pronunciamento Pessoal

4/11/2008

Bem, pela primeira vez eu falo em nome de mim mesmo aqui e sem ser algum comunicado padronizado sobre alguma mudança na configuração do WordPress.

Sim, é o seguinte: finalmente meu Ensino Médio acabou, ou seja, estou sem saber que slogan novo colocar até matricular-me em alguma UF, UN ou F da vida… :o … até lá creio que colocarei “vestibulando” em vez de “terceiroanista”. Quando finalmente me tornar um universitário (e espero que um unifersitário, sacou?), vou colocar algo descente.

Enfim, estou estudando feito louco para o vestibular, logo depois do dia da Proclamação da República, mas não deixo de ir ao PC ¬¬’ … principalmente dar uma olhadinha em tirinhas. Por falar nisso, ei de recomendar o clássico Cyanide and Happiness, o Questionable Content e The Adventures of Dr. McNinja. Infelizmente todos estão em inglês.

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A Sociedade da Pasta Rosa

3/11/2008

O Velho, sim… os cabelos brancos não disfarçavam a cara de mafioso que se acentuava quando sorria. Na verdade não importa quem era o Velho, nem quanto ele tinha em sua conta corrente, mas sim o que ele tinha em seu colo: uma pasta rosa. Essa pasta rosa, a Pasta Rosa do Velho, não só era companheira permanente do velho, mas também de todos e todas. Logo ao nascer, o cidadão recebia a pasta rosa, que jamais poderia abrir, tendo como pena ter sua ignorância quebrada.

As pessoas andavam pelas ruas com suas pastas rosas freneticamente, mas naturalmente. A pasta rosa já tinha se tornado parte delas, uma extensão de seus corpos. O comprometimento de um dos braços com essa tarefa já tinha sido previsto pela sociedade e pela economia, que adaptaram-se a realidade da pasta rosa — havia até um local para a colocar dentro dos carros, ônibus e aviões públicos!

Em uma manhã típica de dia de semana, uma cidadã deparou-se com um problema: sua pasta rosa estava meia-aberta. Desesperada, tentou fechar a tal pasta, mas acabou abrindo-a completamente. Todos pararam para olhar o conteúdo da misteriosa companheira deles, que no final era o nada. Espantados, cada um abriu sua pasta rapidamente, só para concluir que também portavam nada. Os furiosos rasgaram as pastas com ódio, enquanto os mais exaltados as queimavam em fogueiras de São João.

A Revolução da Pasta, como ficou conhecida, não limitou-se aquele tempo e espaço: atingiu todoas parcelas da sociedade. Executivos, garis, políticos, donas de casa e estudantes procuravam desfazer de suas pastas o mais rápido e violentamente possível. Claro, havia quem se negava a quebrar o taboo da pasta, mas era uma minoria tão relevante quanto a agulha no palheiro. Os assessores, mordomos e amantes do Velho procuraram o iludir até quando pastas estavam sendo arremessadas contra a mansão dele. Mas a notícia um dia chegaria, e quando chegou até os ouvidos do senil, ele infartou imediatamente. Junto com a morte do Velho, a sociedade da pasta arruinou-se. Toda a organização que orbitava arredor da pasta estava condenada, uma economia de pastas estava condenada, e pior: os espaços para as pastas nos carros, ônibus e aviões estavam condenados.

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Pronunciamento Presidencial

2/11/2008

Esse texto tem ligação com “O Professor Subversivo“.

— Em momento tão delicado da história da nação, V. Ex., o presidente da república, fez um pronunciamento histórico e patriótico. A atenção de todos os cidadãos é de extrema importância.

— Senhores e senhoras. Compatriotas de cá e além-mar. Eleito pelo povo, para o povo, devo apenas ao povo, e a ninguém mais. Conclamo todo cidadão para lutar contra golpe que auto-intitulasse “Revolução Ecologista”, através de qualquer meio que estiver em sua disposição. Ao contrário de minha administração, que foi eleita e tomou posse de forma legítima, tais forças desrespeitam a nossa lei máxima — a Constituição Nacional. Não pegarei em armas, pois a morte de inocentes e a fragmentação do país poderiam ser resultados catastróficos desta decisão impensável. Desde já digo que o destino nacional está nas mãos do governo, de todos nós que fazemos esse país. O futuro da nação está em vossas mãos.

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Evento Inoportuno, Filosófico e Aleatório

28/10/2008

Eu e um amigo andávamos na noite escura iluminada pelos holofotes públicos da orla hoteleira de Salvador. Vinhamos talvez do Campo Grande, talvez da Barra, portando nossas mochilas relativamente leves e vazias. Ele tinha um compromisso, cujo assunto não me interessava, em algum quarto de um famoso hotel. Eu apenas estava o acompanhando. Mas nesse hotel também estava acontecendo um evento, onde amigos meus anunciaram suas participações.

Quando lá chagamos, meu amigo foi direto para a recepção e para o elevador. Consegui entrar no tal evento sem grandes complicações, meu nome já estava na lista. Logo quando entrei, avistei dois rostos familiares: uma amiga minha e sua santíssima namorada. Estavam, como sempre, sentadas em um lugar meio que longínquo das atrações principais. Porém, da escuridão surgiu outro rosto familiar, apesar de não íntimo, que só fazia xingar alguns desconhecidos:

— Vão se foder, na moral! Cambada de vagabundos!

O meu olhar era igual a das duas, que passavam a mensagem bem clara de confusão. No meio dessa loucura toda, consegui aproximar-me do casal o suficiente para cumprimentá-las com um aceno. Apenas um aceno, pois já tinha avistado outra amiga, mas em estado deplorável:

— E aê, como vai?

— Vai… como va… a, vou bem, bem… e você, em?

— Hum, estou bem… mas tipo, você está bem mesmo?

— Bla, olhe pra minha cara porra, estou bêbada, na moral…

— Deu para perceber, você tá ligada que isso sempre dá em merda, né?

— Vá se foder.

Senti-me na obrigação de fazer companhia a bêbada solitária, antes que um desastre já anunciado acontece-se. Em meio de xingamentos aleatórios, reclamações sobre os seus familiares e a citação de seus mais íntimos desejos sexuais, a bêbada tomou um susto tremendo com a aproximação de um rosto desconhecido. Havia um lugar vago, e a estranha não tinha onde sentar. Ela falava de Filosofia, Sociologia, o que cativou minha atenção rapidamente.

— Então, lê Nietzsche obviamente, né?

— Não tenha dúvida…

Primeiro, a bêbada ficou confusa, interrogando se nos conhecíamos anteriormente, o motivo de minha desatenção, e outros destalhes inoportunos. Porém, espontaneamente, abraçou a estranha como uma antiga amiga que não havia visto a anos.

— Sua amiga está bem feliz, não?

— Feliz? Feliz até demais.

A vontade de fumar surgiu do nada, ao meio de Nietzsche, Marx e Singer. Retirei dois cigarros, um para mim e outro para talvez a estranha, que prontamente aceitou.

— E o meu?

A bêbada pedia-me fumo como se fosse uma criança de cinco anos pedindo um brinquedo a sua mãe de saias compridas, puxando-me pela roupa.

— Você não fuma faz anos… lembra?

— É, é?

Meu amigo então chegou, em hora bem oportuna. Me poupou daqueles delírios esfumaçados de minha amiga bêbada. Pedi a estranha que aceitasse a incumbência de ser a guardiã daquela que a abraçava, e ela não tinha opção educada além de aceitar o compromisso. Então, como tínhamos que partir o mais cedo possível, despedi-me de ambas. Beijei a recém-conhecida nas bochechas, mas fui ignorado pela bêbada. Então continuamos nossa andança pela orla, rumo ao desconhecido.

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